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Baiontropifando

25/12/2012 02:43

 

“Texto apresentado no ciclo de palestras Tramas da Ciência da Arte no dia 13 de Setembro de 2010.

No departamento de Arte do IACS-UFF

 

Muito se tem falado sobre a música. Sempre aprendemos que ela é a arte de combinar os sons ou a arte do sublime. A música fica naquela instância do inexplicável. O problema está em que ao falarmos de música nesta perspectiva não contribuímos para o entendimento do que seja a música. Isso se dá pelo fato de tratarmos a música como uma representação de alguma coisa. Quando ouvimos e acreditamos que encontraremos alguma mensagem em suas frases melódicas ou nas tramas rítmicas, nos enganamos também quando pensamos e investigamos a música no seu processo histórico, visto que não podemos colocar em um laboratório, por exemplo, a música renascentista composta e tocada em sua época. O que podemos fazer é,precariamente, tentar reproduzir , por meio de registros, aquela música que foi tão importante para o homem de seu tempo. Vemos aqui alguns aspectos que nos apontam a dificuldade que encontramos ao nos propormos a falar dessa linguagem; a música. Portanto a guisa de exemplo pretendo falar rapidamente dessa linguagem a partir de três possíveis abordagens, ou métodos, usados para investigação. De certo modo foram três caminhos que me surgiram, não sendo os únicos existentes.

Começo a falar a partir daquilo que escolhi não fazer para chegar na forma pela qual meu olhar sobre a música se deu em forma de pesquisa. Teríamos, então, a grosso modo, três formas básicas de abordagem.

A PRIMEIRA seria aquela em que o pesquisador destaca um trecho específico de uma composição musical para falar de algum aspecto importante da sua constituição ou mesmo da sua relação no todo da a obra, seja na sua repetição ao longo da música, seja na alusão a algum tema histórico ou mesmo na sua relação harmônica no que diz respeito a inovações sonoras. Nesse caso o pesquisador restringiria seu olhar e seu discurso a um número limitado de conhecedores da área musical, tínhamos a certeza desde o início deste trabalho que essa abordagem não seria usada ,nem cogitou-se a possibilidade de prestar concurso para nenhum programa que seguisse ou oferecesse essa linha de pesquisa, pois minha relação com a música, objeto de estudo, sempre foi vivenciada, experimentada naquilo que ela é , ou seja, no seu acontecer. A SEGUNDA forma é aquela que em uma perspectiva filosófica podemos considerar, historiográfica. Nessa abordagem se faz necessário o conhecimento factual das coisas.

Assim o pesquisador ao invés de destacar um trecho da obra se concentrará no período em que essa obra foi escrita levando em consideração as implicações sociais que influenciavam tal compositor. Essa abordagem pode ser biográfica , aquela que fala do percurso do artista. O fato é que para essa abordagem são necessário dados materiais , adquiridos em arquivos como por exemplo o documento que comprovaria a passagem do artista por tal lugar em determinada data. Podemos ainda colocar neste tipo de abordagem uma concepção, ou parte dela , etnomusicológica a musicologia pode ter tanto um aspecto de análise morfo-sintática quanto quanto um aspecto historiográfico quando o autor-pesquisador resolve falar sobre características da música de um povo diferente do seu. Nosso primeiro projeto se adequava a esta perspectiva historiográfica, pois tinha como proposição o estudo do gênero musical baião na tentativa de identificar uma possível origem e como teria se formado aqui no Brasil , levando em consideração todas as influências trazidas da Europa e mesclados aos conteúdos e costumes dos povos nativos.

Um grande exemplo de musicólogo entre os pesquisadores brasileiros e em certa medida o precursor na área foi Mário de Andrade que viajou e visitou comunidades no norte do Brasil registrando suas impressões em uma missão de pesquisa folclórica.

Uma TERCEIRA forma de abordagem é aquela que conhecemos como fenomenológica, ou seja , aquela que toma a música como fenômeno e que vai fazer uma investigação do ponto de vista do acontecimento ou a investigação parte do evento e da experiência do autor, sua relação com esse evento. Ou mesmo da própria música nesse caso. Consideramos essa abordagem a mais complexa mas que permitia um diálogo com um espectro maior de pessoas na medida em que fala de uma experiência com a música pela qual muitas pessoas passam mas não sabem nomear o que sentem , isso se revela naquelas expressões que a gente não cansa de escutar como: “ essa música mexeu com meu sentimento” ou “essa música me transportou para outro lugar de forma que perdi a noção de tempo”.

Cabe ainda lembrar ao leitor que não há intensão de produzir um juízo de valores sobre essas abordagens classificando-as em certas ou erradas, boas ou ruins, exemplificamos apenas no intuito de mostrar as possibilidades que existem de se pensar um objeto de estudo ou um caminho (método) a seguir.

A experiência pela qual passamos no bloco pifes e batuques foi que precisávamos para aliar a prática do tocar com aquilo que foi pensado e teorizado no trabalho dissertativo. Ao final de tudo nos vimos envolvidos com nosso próprio objeto vivendo o instante e tentando torná-lo ininterrupto.

Primeiro aspecto que nos chamou a atenção na abordagem fenomenológica foi a condição temporal da música. A música acontece no tempo, no entanto o que será o tempo ou melhor , como vivemos o tempo hoje? A título de exemplo podemos lembrar ao leitor aqueles momentos de descontração em que o tempo parece voar. Na verdade nos moldamos a vivermos apenas uma instância do tempo , o tempo cronológico aquele que é medido e que determina fim e início, mas descobrimos por meio de nossa pesquisa que os Gregos possuíam três designações para o tempo, a saber, KRONOS, o qual já esboçamos, O KAIRÓS e AION.

Recorremos aqui a uma imagem aproximada do que seriam essas três instâncias do tempo para que o leitor possa também acompanhar como se dá essa dinâmica temporal. Imaginemos uma folha de papel e consideremos que ela seja o tempo cronológico, esse em que vivemos marcando os nossos compromissos medindo a duração dos eventos, enfim aquele tempo que determina nossas ações no dia-a-dia. Imaginemos ainda um artefato qualquer com o qual furemos essa folha , esse furo ou esse corte seria o KAIRÓS, ou tempo oportuno como nos diz Michel De Certeau, ele ainda fala em um golpe. E o rasgo no tempo , onde se dá uma outra temporalidade. O AION ou instante , aquilo que nos escapa completamente é o próprio furo aberto onde o acontecimento mora. Em nosso trabalho, fazemos uso, ou nos apropriamos do conceito de DASEIN de Heidegger na sua possível tradução: presença para dizer que o pifeiro na agência de sua presença instaura um mundo nordestino manipulando com a música essa intricada relação temporal fazendo desta forma com que o instante permaneça e o músico , o espectador, o brincante experimentam essa continuidade do furo. Esse nosso esboço de pensamento a respeito do tempo em suas possibilidades vai ao encontro de constatações de filósofos como por exemplo de Santo Agostinho de que o tempo não poderia ser dividido entre presente, passado e futuro, mas seria um fluxo , pois na renovação e atualização o tempo a todo instante transforma-se e o presente que vivemos logo se torna passado e o futuro toma lugar do presente. É no instante do evento musical em que experimentamos esse fluxo temporal , o que chamamos de experiência “ do tempo no tempo”.

Há uma dificuldade de se falar em musica pois quanto mais falamos dela mais nos afastamos do que ela possui como acionadora ou dinamizadora de um real a escrita nos serve para reduzir, ao máximo de nossa compreensão, a realidade que nos cerca pois nunca daríamos conta de falar sobre o que acontece enquanto falamos, por exemplo. Para entendermos melhor essa perspectiva poderíamos ainda dizer que a demonstração científica tal qual se pratica hoje não pode ser a forma pela qual se investigue a música no seu acontecer para citarmos mais um exemplo imaginemos um período qualquer da história. Seria possível recortar um tempo da renascença e investigá-lo em laboratório para tecer comentários a respeito do que se dava no momento em que as pessoas viviam daí recorre-se aos registros históricos. No entanto acreditamos que a música atualiza o tempo e presentifica um passado já entendendo a relação estreita que há entre o que entendemos como presente, passado e futuro.

Então passa a ser um desafio tratar sobre a música fugindo as abordagens recorrentes , a saber, uma historiografia da música no seu aspecto factual aquele datado ou mesmo no que diz respeito ao que acreditamos ser música quando observamos uma partitura escrita. Porque a escrita nos da a ilusão de dominarmos a verdade. O estatuto de verdade que antes, na antiguidade, morava na palavra falada (cantada) hoje está na escrita , mas a escrita da conta apenas de alguns aspectos do real e não dele todo. A partitura musical é uma representação gráfica do som e não o som em si mesmo. A sonoridade mesma das flautas de pífanos são refratárias a grafia pois as notas emitidas por esse instrumento não se adequam a justeza das escalas ocidentalizadas. Ao tocarmos uma flauta transversa tradicional e um pife feito de taboca percebermos que o percurso intervalar , ou seja, o intervalo entre uma nota e outra notas apresenta características diferenciadas. Enquanto a flauta transversa apresenta uma uniformidade, o pife já nos mostra uma irregularidade. Como são dois pifes, em uma banda , cada qual com a sua irregularidade , essas irregularidades se cruzam formando, assim, por meio da tensão intervalar , uma sonoridade inusitada. Prescindindo de qualquer outro acompanhamento harmônico.

Essa foi mais uma das descobertas que aconteceram na pesquisa. Aquilo que desqualificaria o instrumento de bambu é justo o que lhe proporciona a condição de diferença estabelecendo uma ligação com uma sonoridade e modo de fazer música inscritos em uma outra época da história da humanidade.

Ainda hoje existem povos que vivem o paradigma onde o tempo é circular , onde presente , passado e futuro se conjugam no acontecer do evento ou no nosso caso, da performance. É nessa chave que entendemos a amplitude deste trabalho. Quando nos propomos a falar do acontecer da música estamos de certa forma querendo dizer que há outra forma de nos relacionarmos com a realidade e na prática do dia-a-dia é assim que acontece, as coisas não se dão de forma causal, elas se entre-laçam , se atravessam, nos atravessam no entanto por meio da palavra (escrita) acreditamos controlar as coisas. A música, então, no seu fazer torna-se desta forma tão concreta quanto um prédio de alvenaria a diferença é que a concretude da música “é” enquanto ela acontece, nos mostrando, ou melhor, nos revelando uma outra possibilidade de temporalidade. A respeito de uma construção da realidade temos como referência o trabalho aprofundado do professor Antonio Jardim que colaborou em muito para o entendimento de diversos pontos concernentes tanto a pensamento de Heidegger quanto aos aspectos ligados ao ethos grego. Por isso entendemos que é imprescindível a visita ao seu trabalho : “ musica: vigência do pensar poético”.

Como expusemos acima , encontramos enorme dificuldade em falar da música , por ser ela uma arte que não se mostra por meio de nenhuma representação, então precisamos encontrar o caminho para investigarmos sua natureza. Lançamos mão do pensamento filosófico de Martin Heidegger, que interpretando alguns fragmentos que Heráclito nos apresenta uma maneira diferenciada de entender a dinâmica da realidade. Em sua ontologia fundamental se esforça em nos dizer como, por meio de uma ocultação e revelação, se dão os acontecimentos ou o próprio surgimento do ser em sia essência. Mas devemos nos deter na palavra ontologia.

Podemos apresentar uma imagem para podermos compreender melhor do que se trata afinal esse fundamento filosófico. Recorrendo a fala de um colega do teatro chamou-me atenção dois aspecto ; quando ele diz que a arte de representar se perde pois não podemos reaver aquele momento. Observamos neste exemplo a perda do instante em que se dá o evento acontece em nossa opinião em todos os momentos mesmo naquele que registra-se pois o momento não é reproduzível. Nosso interesse está no “instante” em que se dá o evento. Evento este dinamizado e possibilitado pela conjunção homem,mundo e música. O que não conseguimos ver é justamente o que aciona aquilo que experimentamos , por isso a ontologia cuida do inaparente , essa é uma das possibilidades de entendermos do que trata a ontologia pois ao longo da história da filosofia ela surgirá de diferentes modos. Aqui pensamos como um estudo ou investigação do inaparente. Para trazer o assunto mais próximo de nós imaginemos como se dão as regras e normas de conduta em uma sociedade. Elas não estão escritas, a disposição para sabermos se fazemos ou não fazemos, seguimos ou não seguimos. Essas normas e regras se dão na interação, no convívio elas estão impliscita nas interações entre homem e mundo.

Portanto esse trabalho lança mão de dois campos do conhecimento, a saber, a antropologia e a filosofia para dar conta da música no seu aspecto fenomenológico. Não falamos da história da banda de pífanos, sua formação ou em que ano nasceu a primeira banda, não falamos de especificidades teórico-musicais que com certeza são importante considerando a constituição diferenciada dos intervalos emitidos pela flauta de bambu. Nosso objeto e nosso interesse está no que a música em conjunção com o homem e o mundo provoca, aciona, realiza constrói.

 

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